bannaer LVA
#TAG Dicas Mais lidas Parcerias Resenhas

#LVA Literatura Verde e Amarela

By on 23 de fevereiro de 2017

 

Literatura Verde e Amarela (#LVA), é um projeto em parceria com a blogueira e escritora Patrícia Brito (blog Leituras Plus) que tem o propósito de incentivar a leitura de obras nacionais contemporâneas e apresentar/divulgar literatura nacional premiada, mas nem sempre prestigiada!

 

Não atuaremos aqui como críticos profissionais, óbvio, porque não somos, mas sim, exploraremos esse mundo com olhos do leitor comum, que é nosso papel de bloguer literário, ou seja, desmistificar e recomendar ou não de acordo com nossas próprias sensações e interpretações.

 

Nesse intuito, procuraremos responder os seguintes questionamentos:

Por qual motivo, a obra ganhou este prêmio?

Por qual motivo, este escritor foi considerado revelação?

 

Os livros que serão estudados, são:

1.  Ribamar – José Castello – Bertrand Brasil – Jabuti 2011.

LVA - RibamarAno: 2010 / Páginas: 280
Idioma: português
Editora: Bertrand Brasil

SINOPSE: Esse é o mais recente livro de José Castello: Ribamar. Autor de João Cabral de Melo Neto: O Homem sem Alma, ensaio biográfico sobre o poeta pernambucano, Castello experimenta, dessa vez, um caminho híbrido, que mistura vários gêneros literários. Transita, assim, entre vários estilos – sem deixar, contudo, que as fronteiras entre eles se tornem nítidas. O leitor nunca saberá ao certo onde está pisando – se em uma biografia, ou um ensaio, ou um relato de viagens, ou se em uma ficção.

O livro parece ser uma biografia do pai do autor – José Ribamar (1906-1982) –, mas não chega a ser, pois alterna algumas histórias reais com muitas outras inventadas, ou, pelo menos, livremente recriadas. A fronteira entre a verdade e a invenção nunca se revela.

 

  1. Habeas Asas Sertão do céu – Arthur Cecin – SESC 2010/2011.

LVA - Habeas Asas Sertão do céuAno: 2011

Páginas: 272
Idioma: português
Editora: Record

SINOPSE

Os personagens principais não são humanos, embora se pareçam com eles. São pássaros, mas não os mais nobres entre eles. Ao contrario, são aqueles que aqueles que provocam certo mal-estar entre nós, por anunciarem a morte. O espaço em que acontece não é a terra exatamente, pois se passa do ponto de vista do céu, seu habitat natural. Porém, mais importante do que inovar nos personagens e no contexto este livro acontece e inova na linguagem, na trama entre as palavras, que é o lugar certo de um livro acontecer. Uma Linguagem inovadora que, visivelmente, se alimentou das dicções mais inovadoras, como a de Guimarães Rosa, Haroldo de Campos, Paulo Leminski, Mia Couto e da poesia de Manoel de Barros. Mas que consegue ser prosa poética de voz própria e vôo pessoal

 

  1. Nihonjin – Oscar Nakasato – Jabuti 2012

LVA - NihonjinAno: 2011

Páginas: 176
Idioma: português
Editora: Benvirá

SINOPSE

Hideo Inabata é um japonês orgulhoso de sua nacionalidade, que chega ao Brasil na segunda década do século 20 com o objetivo de enriquecer e cumprir a missão sagrada de levar recursos ao Japão, conforme orientação do imperador.

O trabalho no campo, a adaptação ao Brasil, a morte da primeira esposa e os conflitos com os filhos Haruo e Sumie são um teste para a proverbial inflexibilidade do nihonjin (japonês). O narrador, neto do protagonista e filho de Sumie, empresta voz e visão contemporânea à transformação do avô e do seu sonho de voltar rico para casa.

 

  1. Quiça – Luisa Geisler – SESC 2011/2012LVA - QuiçaAno: 2012
     Páginas: 240
     Idioma: português
     Editora: Record
     SINOPSE

Arthur aparece na casa de Clarissa como um parente do interior, quase desconhecido. Jovem problemático, tentou suicidar-se, foi internado e, agora, irá passar um ano letivo com seus tios e com a prima de 11 anos. O primo desajustado vai mostrando, no seu tom monocórdio uma crescente humanidade em relação à Clarissa. Compartem da mesma solidão, num medo, talvez, de perder-se, de diluir-se, sem que ninguém os veja. O romance foi vencedor do prêmio Sesc de Literatura 2011.

 

5 – O mendigo que sabia de cor os Adágios de Erasmo de Rotterdam – Evandro Affonso Ferreira – Jabuti 2013
LVA - O MENDIGO QUE SABIA DE COR OS ADAGIOSAno: 2012
 Páginas: 128
 Idioma: português
 Editora: Record
 SINOPSE:

O premiado Evandro Affonso Ferreira escreve sobre um homem atormentado que experimenta a proximidade dolorosa do mundo. O romance emociona pela forma como fala da loucura, do amor, do abandono e da solidão, enquanto espera – andando e observando os escombros da vida urbana em detalhes – o retorno de sua amada, a que lhe deixou bilhete dizendo ACABOU-SE, – ADEUS.

 
6 – O evangelho segundo Hitler – Marcos Peres – SESC 2012/2013
LVA - O EVANGELHO SEGUNDO HITLERAno: 2013

Páginas: 352
Idioma: português
Editora: Record

SINOPSE:

Este é um romance notável de um leitor obcecado por Jorge Luis Borges a ponto de imputar-lhe uma infâmia que nem o próprio teria inventado: a de ter engendrado, com sua imaginação infernal, o fermento profético que possibilitou Adolf Hitler e o nazismo. O evangelho segundo Hitler faz aquilo que o borgiano Pierre Ménard fez com o Quixote de Cervantes: reescreve produzindo diferença.

Romance vencedor do Prêmio Sesc de Literatura 2012/2013 e primeiro livro publicado pelo autor.

“O evangelho segundo Hitler foi vencedor do Prêmio Sesc justamente por ser uma literatura de risco, onde o autor preferiu juntar alhos com bugalhos — o Hitler com o Jorge Luis Borges com o (anti)Cristo — do que escrever o texto bem escritinho, curtinho, objetivozinho, de comunicaçãozinha facilzinha com o leitorzinho.” – André Sant’Anna

7 – Reprodução – Bernado Carvalho – Jabuti 2014

LVA - REPRODUCAOAno: 2013

Páginas: 168

Idioma: português

Editora: Companhia das Letras

SINOPSE:

Um homem, referido como ‘o estudante de chinês’, se envolve num estranho imbróglio quando se preparava para embarcar para China no mesmo voo de uma de suas antigas professoras desse idioma. Detido por um delegado da Polícia Federal, desanda a desfiar toda uma série de preconceitos tenebrosos – contra negros, árabes, judeus, gays, pobres, gordos -, prejudicando-se ainda mais aos olhos da lei. Acontece que esse ‘estudante de chinês’, sujeito que chegou a trabalhar no mercado financeiro, é um típico personagem da nossa época – leitor de revistas semanais, comentarista de blogs (onde vitupera em caps lock contra as minorias), com um saber supostamente enciclopédico (graças à Wikipedia) e um ethos reacionário, parece encarnar um tipo anti-intelectual que iria ganhar força graças ao espaço relativamente livre da internet. Mas a confusão em que o personagem de Bernardo Carvalho se envolve é apenas a ponta do iceberg – o próprio delegado tem uma estranha história envolvendo paternidade, assim como uma de suas colegas, uma agente infiltrada numa igreja neopentecostal. Sem falar na própria professora de chinês, que está tentando retornar à China para replicar, através da vida de uma menina órfã, a sua própria infância devastada. São personagens, vigorosamente construídos pelo autor, às voltas com suas próprias buscas de identidade e procura por um sentido. Enquanto o estudante de chinês embarca numa espécie de delírio, o mundo à sua volta parece igualmente destituído de um sentido maior. Porque cada um tem sua versão da realidade. E é do choque dessas diversas versões que ‘Reprodução’ ganha força e profundidade, sem abdicar da fluência e do humor corrosivo. É deste modo, trazendo à tona uma série de ‘reproduções’ – do discurso da imprensa aos sites da internet, da reprodução sexual à própria imitação da vida – que este romance poderoso do início ao fim ganha relevância.
8 – Enquanto Deus não está Olhando – Debora Ferraz – SESC 2013/2014

LVA - ENQUANTO DEUS NAO ESTA OLHANDOAno: 2014

Páginas: 368

Idioma: português

Editora: Record

SINOPSE

O romance de estreia de Débora Ferraz, Enquanto Deus não está olhando, narra a história de Érica, uma jovem artista plástica em busca do pai, que fugiu do hospital que estava internado. Érica procura possíveis rastros que ele possa ter deixado e a partir de pequenas memórias tenta entender a relação com o pai. Enquanto Deus não está olhando é sobre o que a autora chama de instante modificador, aquele ínfimo de segundo que pode transformar completamente a trajetória de alguém. Também é sobre a perda e a insegurança de ingressar na idade adulta sem preparo.

O livro é não linear, como um fluxo de pensamento, composto de pequenas histórias, recordações e sonhos que vão revelando, aos poucos, a solidão e o desamparo da protagonista. • Escreveu seu primeiro livro de contos, Anjos, aos 13 anos e publicou aos 16 de forma independente. O conto O filhote de terremoto foi publicado na edição online da Revista Cult e serviu de base para o curta-metragem Catástrofe. O texto também foi publicado na coletânea do Prêmio Sesc de Contos Machado de Assis – Edição 2012, em que ela foi uma das 13 finalistas. • Enquanto Deus não está olhando é um romance que coloca Débora Ferraz na seleta estante dos autores que merecem com que lhes prestemos a atenção.” – Luiz Ruffato

9 – Quarenta dias – Mária Valéria Rezende – Jabuti 2015

LVA - QUARENTA DIASAno: 2014

Páginas: 248

Idioma: português

Editora: Alfaguara

SINOPSE: 

“Quarenta dias no deserto, quarenta anos.” É o que diz (ou escreve) Alice, a narradora de Quarenta dias, romance magistral de Maria Valéria Rezende, ao anotar num caderno escolar pautado, com a imagem da boneca Barbie na capa, seu mergulho gradual em dias de desespero, perdida numa periferia empobrecida que ela não conhece, à procura de um rapaz que ela não sabe ao certo se existe.

Alice é uma professora aposentada, que mantinha uma vida pacata em João Pessoa até ser obrigada pela filha a deixar tudo para trás e se mudar a Porto Alegre. Mas uma reviravolta familiar a deixa abandonada à própria sorte, numa cidade que lhe é estranha, e impossibilitada de voltar ao antigo lar. Ao saber que Cícero Araújo, filho de uma conhecida da Paraíba, desapareceu em algum lugar dali, ela se lança numa busca frenética, que a levará às raias da insanidade.

“Eu não contava mais horas nem dias”, escreve Alice em Quarenta dias, um relato emocional e profundo. “Guiavam-me o amanhecer e o entardecer, a chuva, o frio, o sol, a fome que se resolvia com qualquer coisa, não mais de dez reais por dia (…) Onde andaria o filho de Socorro?, a que bando estranho se havia juntado, em que praça ficara esquecido?”

10 – Desterro – Sheila Smanioto – SESC 2014/2015

Ano: 2015LVA -Desesterro

Páginas: 304

Idioma: Português

Editora: Record

 

SINOPSE:

Primeiro romance de Sheyla Smanioto, Desesterro é feito de muitas vozes, de sonhos, de fotografias imaginárias, de uma menina sem nome e de uma avó cansada. O cenário de pobreza e de carência de Vila Marta e Vilaboinha – cidades fictícias – deixa na pele de Maria de Fátima, personagem principal, as marcas das gerações que se sucederam neste universo duro e de fome que ecoa um arquétipo de Brasil profundo. Carregado de dramaturgia, feito de torções gramaticais e desorganização temporal e espacial, Desesterro dá ao leitor a impressão de transitar entre realidade e sonho.



11 – A resistência – Julian Fuks – Jabuti 2016

LVA - A RESISTENCIAAno: 2015

Páginas: 144

Idioma: português

Editora: Companhia das Letras

SINOPSE:

“Meu irmão é adotado, mas não posso e não quero dizer que meu irmão é adotado.”, escreve, logo na primeira linha, Sebastián, narrador deste romance. Como em diversas obras que tematizam a Guerra Suja — o regime de terror inaugurado em 1976 na Argentina —, A resistência envereda pela memória pessoal e nacional.
Sebastién é o filho mais novo, e seu irmão adotado, o primogênito de um casal de psicanalistas argentinos que logo buscarão exílio no Brasil. Os pais conhecem bem as teorias sobre filhos adotados e biológicos (Winnicott, em especial), mas a vida é diferente da bibliografia especializada. Cabe então ao narrador o exame desse passado violento e a reescritura do enredo familiar. O resultado, uma prosa a um só tempo lírica e ensaística, lembra belos filmes platinos como O segredo dos seus olhos.


12 – Céus e Terra – Franklin Carvalho – SESC 2015/2016

LVA - CEUS E TERRAAno: 2016

Páginas: 208

Idioma: português

Editora: Record

SINOPSE:

Com uma linguagem colorida, lírica e densa, Céus e terra conta a história de três mortes ocorridas em 1974: um cigano, um menino e um lavrador. O menino, chamado Galego, filho de família muito humilde, é decapitado por acidente logo no início da obra, quando então descobrimos que é esse pequeno defunto o narrador de toda a história. Sem piedade pela própria morte e sem sofrimento algum, o fantasma mirim acompanha a vida da cidade: o restaurante que se inaugura no velho casarão, o movimento da barbearia e da farmácia, a morte dos habitantes, os casamentos, a chegada e partida do circo. Nesta trama conduzida com leveza e agilidade, acompanhamos a trajetória do menino sem cabeça que vai se tornando um mito dentro da cidade e um sábio dentro dele mesmo, como se a morte pudesse, de fato, conter a chave de todos os mistérios.

 

Os vencedores de 2017, assim que anunciados, acrescentaremos neste post.

Então, vamos aos trabalhos 2017!!!

 

TAGS

29 de novembro de 2016

4 de março de 2017

RELATED POSTS
rezadeira-carlos-rodrigo
Pode Começar A Rezar

8 de março de 2017

Cala a boca

4 de março de 2017

Complete a frase:

29 de novembro de 2016

2 Comments
  1. Responder

    Paty

    24 de fevereiro de 2017

    Miga!
    Obrigada pela parceria, obrigada por mergulhar junto comigo neste projetinho peculiar.
    Simbora ê…
    Força na peruca…
    Beijos
    Patrícia Brito http://www.leiturasplus.com

    • Responder

      Cilene Resende

      4 de março de 2017

      Eu que agradeço!

      Vamo que vamo!

      beijosss

LEAVE A COMMENT

CILENE RESENDE

Meu nome é Cilene Resende, 31 anos, sou de Maringá-PR. Ler não se trata de uma simples paixão na minha vida; ler é um dos meus vícios mais prazerosos. Seja bem-vindo ao Meu Vício Literário.